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A verdade de cada um

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira-jornalista

 

         Desde o começo do mundo, nos primeiros relatos bíblicos que o ser humano se depara  com o questionamento do conceito a respeito do que seja a  verdade. Ela é muito relativa e subjetiva também e os  filósofos se debruçaram sobre esse tema para se aprofundarem mais em seus livros e levar a discussão à sociedade. Comecei a pensar sobre essa questão da verdade desde que li o professor e escritor Pedro Demo, da Universidade de Brasília, na disciplina Metodologia Científica, que avaliava a questão da verdade como subjetiva.

O fato é que a busca pela realidade e pelo verdadeiro é algo que perpassa o essencial de todas as religiões. Alguém que desconfie da existência da verdade não pode jamais compreender plenamente o sentido do exercício filosófico, e nem tampouco realizá-lo, já que não havendo uma verdade, todo questionamento tornar-se-ia infrutífero, dizem os estudiosos.

Não sou especialista em filosofia, mas ultimamente venho pensando muito sobre essa questão. O conceito de verdade é muito amplo e, na minha avaliação, parte do princípio de que cada ser humano, cada pessoa em sua individualidade tem a sua verdade e acredita que ela seja absoluta.

Isso mostra que eu tenho a minha verdade, baseada na educação que eu tive, na minha formação, nos conhecimentos adquiridos e naquilo que aprendi com os meus pais. No acúmulo desse aprendizado e na minha formação profissional fui formando a minha verdade, baseada em meus princípios. Certamente que a minha verdade ela pode desagradar a alguém que tenha uma visão diferenciada a respeito do que penso e do que defendo. É a verdade do outro, baseada nos conceitos que absorveu.

Para se viver em uma sociedade justa e democrática é necessário que essa opinião do outro seja respeitada e não achar que somos absolutos e únicos donos da verdade, por que isso seria tirania e falta de discernimento do que seja harmonia. Eu não sou muito fã das pessoas que se acham donos da verdade, nunca gostei muito de imposições, sempre fui muito rebelde com relação a isso.

E mesmo que eu tenha simpatia por tal assunto, se ele me for imposto de uma forma que não me caiba avaliação e questionamento, eu já passo a vê-lo com menos simpatia. Sou assim, avalio que numa sociedade democrática e plural existe lugar para todas as correntes de pensamento, todo um pensar diferenciado e é importante e salutar que essa vontade e opinião do outro sejam respeitadas.  



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 11h09
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Insegurança e drogas em União

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – Jornalista

 

União dos Palmares, minha querida cidade natal, já não é um lugar pacato para a gente viver como antes. A bandidagem está à solta e a população reclama ações mais enérgicas das autoridades constituídas, no sentido de que se dê um basta à violência que está presente no cotidiano do município.

A cidade está acompanhando a estatística nacional do aumento de casos de assassinatos e na madrugada deste domingo, mais um crime ocorreu. Uma mulher conhecida na cidade como Luana foi assassinada com três a quatro tiros, no Alto do Cruzeiro, bairro da periferia onde funcionavam os antigos cabarés da cidade.

Segundo informações de nativos, Luana estava envolvida com o tráfico de drogas e certamente foi assassinada por causa de acerto de contas e de dívidas com os traficantes. Cotidianamente a rotina de União dos Palmares tem sido assim. Toda semana vários jovens são assassinados e os motivos são sempre os mesmos: o envolvimento com drogas e crimes passionais.

Antigamente a gente não via isso na nossa cidade, apenas alguns casos isolados.  Os moradores da cidade se sentem inseguros e solicitam providências, o mais rápido possível.  Eles avaliam que os crimes e roubos que estão acontecendo de uma forma constante, e aumentando assustadoramente, é por falta de oportunidade para os jovens, falta de emprego e de uma ocupação que os tirem do caminho das drogas e ocupem suas mentes com algo produtivo e salutar.  

Drogas como o crack e a merla estão espalhadas pela cidade, principalmente o crack. Dizem até que a cidade está na rota do tráfico e que é só as autoridades pesquisarem para encontrar onde está o problema. Na minha juventude a gente ouvia os comentários sobre drogas como LSD, heroína e cocaína que eram consumidas por artistas de cinema.  

A maconha foi introduzida na cidade no final da década de 70 e a gente tomava conhecimento de um ou outro amigo que estava consumindo por curiosidade, quando os jovens viviam a época hippie, influenciada pelo Festival de Woodstock, e resolveram experimentar a canabis por curiosidade ou modismo da época.

Muitos experimentaram, mas foram poucos os que curtiram e tornaram-se usuários constantes da maconha. Alguns fumavam para ler um bom livro, para fazer poesias, para dizer que eram modernos e que por conta disso tinham conseguido conquistar várias mulheres ao mesmo tempo. Eu ouvia muito isso e ficava curiosa com aquelas histórias que me eram passadas pelos amigos mais viajados, literalmente.

Nos dias de hoje o consumo dessas drogas pesadas se dá por motivos mais pesados. Substâncias como a cocaína, o crack e seus afins estão levando os jovens para o crime e para s morte. Eles roubam e matam para conseguir dinheiro para comprá-las porque a droga tem um custo alto e o traficante quando quer viciar alguém ele oferece o produto de graça, depois vêm as consequências para quem se aventura nesse negócio; é um caminho sem volta.

Se uma criança nasce em um lar estruturado, com boa educação, formação, com orientação e disciplinamento do que é certo e do errado, dificilmente vai enveredar pelas drogas e se o fizer terá como voltar à realidade e ao curso normal da vida. No entanto, se o jovem não tiver essa base sólida, o amor e a compreensão dos pais, dificilmente voltará a levar uma vida normal; poderá ser marginalizado pela sociedade.

Não é o fato de uma pessoa ser pobre que faz com que ela se desvie do seu caminho. Tem muitos filhos da classe média e alta envolvidos com drogas pesadas e com o crime. O que faz uma pessoa se desviar da boa conduta é a falta de perspectiva, a propaganda e o marketing dos meios de comunicação que impõem a teoria do ter mais do que o ser. É o consumismo exagerado, o materialismo e o desejo de possuir coisas que estão fora do seu alcance que levam o jovem a buscar e a cobiçar as coisas alheias e isso é muito ruim.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 00h03
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Pela não violência contra a mulher

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira-Jornalista

         O dia 25 de novembro é quando se comemora o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. A data foi designada em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar à sociedade os nossos direitos e foi comemorada, em todo o País, sem ter muito o quê se festejar, pois a violência  triplicou nos últimos anos. E quanto mais a sociedade ‘evolui’ mais violência a gente percebe, e mais acentuada, contra a mulher.

         Os registros das delegacias em Alagoas, segundo o que foi divulgado na semana, indicam um aumento crescente desses casos que só multiplicam as estatísticas do País. As manifestações por aqui, apesar de tímidas, serviram de alerta, para que haja uma reflexão do poder público sobre esse tema. Onde a gente vai parar se não tem garantias de segurança mínima, nem dentro de casa?  Alguma coisa tem que ser feita de imediato.

 Esta semana uma mulher grávida de seis meses foi vítima de uma bala perdida, no município de Penedo, e perdeu a criança. Outras estão perdendo a vida por conta de seu envolvimento com companheiros que têm dívidas junto aos traficantes de drogas, na periferia da cidade. Mas ela, a violência, não está apenas na periferia, mas em toda a parte.

Em várias cidades do País, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi lembrado com atividades, mas não com festa, porque segundo as lideranças, nada se tem a comemorar.  

Na década de 1980, eu lembro que o movimento de mulheres em Alagoas era muito forte, capitaneado pela União de Mulheres de Maceió (UMMa) e por outras entidades do movimento feminista, que conseguiam levar às ruas dezenas e dezenas de mulheres para reivindicarem seus direitos e protestarem contra  a brutalidade e machismo dos seus  companheiros.  Foi um tempo de muita atividade política desse movimento.  

A luta de combate à violência é gigante e de responsabilidade de todas as pessoas, seja governo ou sociedade civil. Temos que cobrar políticas públicas de segurança e punição mais severa, observando a Lei Maria da Penha, para esses agressores covardes. Não podemos ficar assistindo de camarote uma sociedade corrompida, violenta e agressiva para com as mulheres; mulheres que vão gerar os futuros gestores dessa nação.

É necessário fazer documento, abaixo-assinado e exigir o cumprimento da lei, para esses bandidos, pois muitos ainda estão à solta por aí fazendo mais atrocidades, matando e destruindo lares.  É preciso fazer justiça para todas essas mulheres que foram assassinadas. A Lei Maria da Penha é a maior vitória do movimento de mulheres e é preciso criar Juizados Especiais para efetivá-la.  

Em várias partes do País a mobilização ocorrida  no dia 25 teve caráter reivindicatório, pelo desrespeito que todas as mulheres vêm sofrendo, na violação de seus direitos.  E é necessário um carinho especial sobre essa questão.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 12h17
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Foto de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Nasceu Pedro, meu mais novo sobrinho-neto, ontem.....



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 15h06
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Foto de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Parabéns, Genisete

Olívia de Cássia Correia de  Cerqueira – Jornalista

 

         Minha amiga Genisete de Lucena Samento acaba de ser eleita a  nova presidente do Partido dos Trabalhadores de União dos Palmares. A vitória de Genisete foi muito mais do que merecida, não porque na década de 80 ela fundou o partido em União, mas pela sua luta e dedicação incansável não só ao PT, mas às causas sociais, por políticas públicas para os menos favorecidos e pela sua luta  incansável pelas causas justas.

         Este ano a disputa pela presidência do partido foi acirrada. Uma verdadeira guerra; nem parecia que todos comungavam dos mesmos ideais que fizeram parte do nascimento do PT. O machismo acentuado por parte de alguns companheiros, as picuinhas, mentiras e tudo o mais, não queriam que a companheira Genisete disputasse a presidência do partido, desde o momento em que ela se dispôs para isso.  

Fizeram várias armações, tramaram, mentiram, mas felizmente a justiça foi feita e de 2010 a 2012 ela estará à frente do partido na luta por dias melhores e mais justos. Parabéns, Geni. Que você consiga superar tudo isso e possa proporcionar dias melhores e mais democráticos para o Partido em União. Vamos à luta e conte comigo.

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 20h00
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ERA UMA VEZ A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PALMARINA

Foto Ivan Nunes - blog A Palavra

Fonte: blog A Terra da Liberdade

A Sociedade Atlética Palmarina promovia vários shows e festa dançantes animadíssimas. Lembro-me do show de Bob Nelson. Ele se apresentava vestido de cowboy americano, com botas e vestimentas impecáveis, sem esquecer o chapéu muito bonito. Cantava aquela música que dizia: - Ôtira u leiiiti, ô tira u leiiiti da vaca Barnabé. Luiz Gonzaga esteve também aqui e, como eu não tinha dinheiro, não pude assistir e nem vê-lo. Só vi chegar o avião, chamado Teco-Teco. Era uma multidão incrível, ficando impossível ver o cantor; eu também não consegui vê-lo!!! Fiquei louquinho de raiva! Ele era conhecido como o Rei do Baião. Havia shows também de Jararaca e Ratinho, considerada a primeira dupla caipira brasileira". (Texto retirado do livro, "Peripécias de um cabrinha da peste em Alagoas", do Sr. José Cordeiro Lins)

.Quem nunca foi a um show ou evento na Palmarina que atire a primeira pedra... Ufa! Acho que dessa escapei, pois boa parte da cidade já foi. Já foi? Já foi, não vai mais, pois a Associação Atlética Palmarina, clube com mais de 70 anos de tradição, foi realmente alugado para uma igreja evangélica. (...) É, eu também custei a acreditar, pois já existiram diversas conversas desse tipo, mas agora está concretizado. O clube foi alugado para a Igreja Universal do Reino de Deus, aquela mesma do Bispo Edir Macedo, e segundo o jornalista Ivan Nunes, do blog "A Palavra", serão R$ 4.500,00 por mês, durante 10 anos.
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Nada contra a Universal, longe de mim isso, mas é somente o triste fato de termos mais um prédio, que fez parte de nossa história, totalmente esquecido e usado para outros fins, como por exemplo foi, o Casarão de Basiliano Sarmento e a Casa da professora Salomé da Rocha Barros. Dois lugares, belíssimos e históricos, que tranqüilamente poderiam ser transformados em museus. Mas, em União é assim, eita povo sem memória. E à cada dia a nossa cidade vai perdendo as suas raízes, e o último que sair, por favor, apague a luz.
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Será que a vila Magdala será a próxima vítima? Vamos ficar de olho!
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Franco Maciel de Carvalho Ferreira
Estudante de Geografia da UNEAL - Campus V.77777


Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 17h56
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Personagens que ficaram na imaginação

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – Jornalista

 

         A literatura brasileira e mundial está recheada de personagens  instigantes que ficaram no imaginário popular; muitos desses personagens se tornaram o retrato de uma época. A realidade muita vezes imita e repete a ficção, até por que muitas vezes a vida imita a arte e a arte, por sua vez, é baseada no nosso cotidiano. 

         Esta semana eu vou falar aqui rapidamente, até por conta do espaço que é pequeno, de quatro pessoas que viveram em épocas deferentes na minha terra natal e que ficaram na minha imaginação até hoje.

A primeira é uma senhora cujo nome ninguém dizia ou sabia, mas que a população chamava de dona Eru deixando a mulher irritada.  Não sei se sofria das faculdades mentais, mas morava numa casinha em frente ao Colégio Santa Maria Madalena, vizinha ao Grupo Escolar Jorge de Lima e vivia andando pelas ruas de União dos Palmares.

Os moleques da rua não perdoavam e quando ela passava, eles gritavam: “Dona Eru” e ela gritava “é a mãe filho da p...”. E assim, cada dia, com essa irritação daquela senhora em ser chamada de dona Eru, os meninos aproveitavam para mexer com ela toda vez que passava, até por que ela chamava muito palavrão e os meninos, na sua maldade infantil, gostavam de vê-la com raiva.

Outra gozação em torno dela era por conta das pernas que eram finas e quando havia bingo nas festas o locutor dizia: “E agora vamos chamar as pernas de dona Eru”. Era o número onze e todos caíam na gargalhada.

Maniquinho era um homem negro, alto, tinha as pernas levemente arqueadas lembrando as do craque Garrincha. Jogava futebol como poucos nos gramados do campo da Rua Nova. Para sobreviver ele cortava carne no mercado público de União e tinha a arte do futebol em seus pés. Era um verdadeiro craque e quem viveu naquela época em União pode confirmar o que estou dizendo. 

O único problema de Manica era a cachaça, apesar de ter família conhecida de todos em União, quando ele se embriagava, dormia em qualquer canto: nos fundos do alambique de seu Orlando Baía, ou nas calçadas da cidade. Ninguém mexia com ele porque todo mundo gostava daquela figura, que virou lenda no futebol palmarino.

Eu ajudava na mercearia no meu pai, principalmente aos sábados, para ter direito a minha mesada semanal e ele chegava lá, às vezes já tomado pelo álcool e começava a entabular umas conversas sem nexo e eu passava um carão nele, no meu entendimento de criança sobre aquele vício que o estava matando, antes de despachar a bebida, que ele tomava em três tempos e logo ficava sem sentidos.

Naquela minha rotina da mercearia do meu pai convivi com muitos personagens interessantes e que dariam belos romances se fossem pesquisadas suas vidas a fundo. Era um verdadeiro laboratório ficar na mercearia do meu pai, na Rua da Ponte, aos sábados, dia de feira em União. Aprendi muito da vida naquele lugar disso eu tenho certeza.

Outros dois personagens da minha história de hoje são: Manu e  Cocota (o Arroxa), como chamávamos. Manu era descendente de Zumbi, vivia descalço, nunca usou calçado e perambulava aleatoriamente pelas ruas da cidade. Também não tinha discurso articulado e dizia coisas que a gente não entendia muito bem,  sua fala era sempre entrecortada e mansa e subia a Serra da Barriga quase todos os dias.

O Cocota  era um senhor muito engraçado,. Tinha emprego fixo mas gostava de fazer companhia aos jovens na Avenida Monsenhor Clóvis Duarte. Era um exímio dançarino e como a gente ficava sempre ouvindo música no carro do meu amigo Alonsinho, na Avenida, lá vinha o Cocota nos fazer companhia e ensaiar seus passos diversificados. 

Todos ríamos muito com  aquela disposição para a dança  e ele caía na brincadeira conosco participando dos nossos melhores momentos em União. Tudo isso me veio à lembrança por conta das fotos do baú das minhas memórias. O baú da minha avó Olívia.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 02h55
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Constrangimento na CEF

         Ao chegar na agência da Caixa Econômica da Rosa da Fonseca, às 13h7, tive um pequeno constrangimento com um vigilante que faz a segurança do local. A porta eletrônica travou três vezes, mesmo eu tendo colocado chaves e o celular no local indicado pelo vigilante que me pediu para abrir a bolsa para que a câmera do banco filmasse e assim o fiz. Mesmo assim a porta continuou travando.  

Diante dessa dificuldade, eu disse para um dos vigilantes que os bandidos não encontram dificuldades, roubam e matam nos bancos e fazem mal com as pessoas do bem. O vigilante não deve ter entendido a minha reclamação e me respondeu que o refém também deveria morrer. Só pode ter sido um mal-entendido e eu só não denunciei na gerência para ele não perder o emprego, mas fiz a reclamação para o vigilante que fica na parte do atendimento eletrônico, na saída.

O caso mostra o despreparo que esse profissional tem para trabalhar com atendimento externo. Entendo que deve estar revoltado com a morte recente de um colega, mas nem isso o dá direito de destratar um cliente do banco que apenas fez uma observação. Fica a reclamação.  



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 15h11
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Zumbi vive em cada coração que luta pelo bem e pela liberdade. Salve o nosso herói. Viva Zumbi...



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 11h34
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Fotos de Olívia de Cássia

Bastidores da Assembleia Loegislativa, ontem, 18 de novembro de 2009, quando foi entrege a Comenda Lêdo Ivo para os professores Leda Almeida e Carlito Lima...



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 09h10
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Projeto que altera o regimento da PM deverá ser votado nesta quinta-feira

Olívia de Cássia

         Mesmo com a presença dos coronéis que lotaram a galeria da Casa de Tavares Bastos no dia de ontem, o  Projeto de Lei nº 536/2009, que altera o regimento interno da Polícia Militar (PM) e reduz o tempo de atividade dos oficiais que chegarem ao posto de coronel, somente deverá ser votado na sessão desta quinta-feira, 19, da Assembleia Legislativa, embora a expectativa era para que o projeto  fosse votado ontem.

         Durante a rápida sessão realizada nesta quarta-feira, no plenário da ALE, que antecedeu a entrega da Comenda Lêdo Ivo para os  professores  Leda Almeida e Carlio Lima, com a presença do patrono da comenda, deputados reclamaram que não foram avisados de que o projeto tinha sido tirado da Ordem do Dia, depois de um acordo feito ente a Mesa Diretora da  Casa e alguns deputados, mesmo tramitando em caráter de urgência.  

         O presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB) explicou  que havia uma comissão ciente que o projeto só seria votado na quinta-feira, mas a argumentação não foi aceita pelos parlamentares, que demonstraram surpresa com a retirada do projeto da pauta. O deputado Judson Cabral (PT) afirmou desconhecer a comissão citada.

Em questão de ordem, o deputado Isnaldo Bulhões (PDT) defendeu que a votação fosse realizada hoje e acusou a mesa diretora pelo incidente ocorrido. Rui Palmeira (PSDB) pediu que a mesa ouvisse o plenário, argumentação que foi referendada pelo deputado Nelito Gomes de Barros. Sem dar explicações sobre a retirada do projeto da ordem do dia,  o presidente da Casa repetiu que  a votação só deve acontecer hoje, quinta-feira, em duas sessões. Após o informe de Toledo, os deputados voltaram a insistir na votação e o presidente da mesa deu a sessão por encerrada.

Com isso, a matéria de origem governamental será votada nesta quinta-feira,  em sessão ordinária e haverá convocação de sessão extraordinária para o segundo turno da votação. O líder do governo, deputado Alberto Sextafeira (PSB), observou que  não viu prejuízo na tramitação do processo.

“Esta Casa está consciente e madura para a votação da matéria. O adiamento da votação por apenas um dia não significa dizer que há prejuízo. É melhor transferir a apreciação do projeto, com a garantia de sua definição em uma única sessão”, considerou Sextafeira.

         Mesmo com o pedido de tramitação em regime de urgência, qualquer líder partidário ou de bloco de partidos pode pedir vistas do projeto. Porém, devido a aprovação do requerimento que prevê a votação mais rápida, esse pedido é reduzido pela metade. Ou seja, ao invés de ficar suspensa por 48 horas, esse tempo cai para apenas 24 horas. (Com informações complementares de agências)

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 02h43
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Professora Leda Almeida, da Ufal...

Carlito Lima...

O imortal Lêdo Ivo, alagoano, autor de vários livros...

...

Escritores alagoanos recebem comenda Lêdo Ivo

 

Em sessão especial na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira,  os escritores Carlito Lima e Leda Almeida receberam a Comenda Lêdo Ivo. A homenagem é de autoria do deputado Temóteo Correia (DEM) e foi instituído para condecorar personalidades da cultura alagoana. O imortal da Academia Brasileira de Letras, escritor Lêdo Ivo, participou da sessão e entregou pessoalmente as comendas e destacou a iniciativa do

Poder Legislativo, que tem sido pouco afeito à arte e à cultura no Estado.

"Essa comenda é um exemplo raro de aproximação entre os poderes constituídos e a arte e a cultura. Espero que outras iniciativas semelhantes surjam a parte desta", ressaltou o escritor. (Gilson Monteiro – assessoria)

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 01h47
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Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil ..

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20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
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O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
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Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.

Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
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O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
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Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
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Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
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Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
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Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
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“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.
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Reprodução blog: Terra da Liberdade


Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 11h19
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poema da noite

Serra da Barriga - Jorge de Lima

Serra da Barriga!
Barriga de negra-mina!
As outras montanhas se cobrem de neve,
de noiva, de nuvem, de verde!
E tu, de Loanda, de panos-da-costa,
de argolas, de contas, de quilombos!

Serra da Barriga!
Te vejo da casa em que nasci.
Que medo danado de negro fujão!

Serra da Barriga, buchuda, redonda,
de jeito de mama, de anca, de ventre de negra!
Mundaú te lambeu! Mundaú te lambeu!
Cadê teus bumbuns, teus sambas, teus jongos?
Serra da Barriga,
Serra da Barriga, as tuas noites de mandinga,
cheirando a maconha, cheirando a liamba?
Os teus meio-dias: tibum nos peraus!
Tibum nas lagoas!

Pixains que saem secos, cobrindo
sovacos de sucupira,
barrigas de baraúna!
Mundaú te lambeu! Mundaú te lambeu!
De noite: tantãs, curros-curros
e bumbas, batuques e baques!
E bumbas!
E cucas: ô ô!
E bantos: ê ê
Aqui não há cangas, nem troncos, nem banzos!
Aqui é Zumbi!
Barriga da África! Serra da minha terra!
Te vejo bulindo, mexendo, gozando Zumbi!
Depois, minha serra, tu desabando, caindo,
levando nos braços Zumbi!

 

Jorge Mateus de Lima (Alagoas no dia 23 de abril de 1893 - Rio de Janeiro 15 de novembro de 1953). Foi poeta, médico, político, ensaista, tradutor e pintor. Formou-se médico aos vinte anos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Começou a escrever poesia parnasiana, aprofundou-se na forma do soneto e depois sobre a temática nativa. Jorge de Lima também é conhecido pela sua catolicidade. Escreveu poemas essencialmente religiosos e, junto com Murilo Mendes, restaurou a Poesia em Cristo. Teve sua candidatura recusada pela Academia Brasileira de Letras seis vezes. Leia mais sobre Jorge de Lima.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 14h57
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Terra de Zumbi

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

 

Terra de Zumbi.

Foi na Serra da Barriga

que o negro sonhou,

seu sonho forte de liberdade...

 

Terra de Zumbi...

Foi na Serra da Barriga

que o negro  cantou,

seu canto forte de liberdade...

 

Terra de Zumbi...

Foi na Serra da Barriga

que o negro viveu,

seu canto forte de liberdade,

 

Terra de Zumbi...



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 14h19
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PROFESSOR DILSON MOREIRA DA COSTA ..

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Apesar de ser paraibano, Dilson Moreira da Costa se tornou palmarino assim que chegou em União dos Palmares no ano de 1973, quando veio para assumir o cargo de Agente Auxiliar da Estação - RFFSA. Após se firmar em União, Dilson passou a conhecer a nossa história, e a partir daí, tornou-se um dos maiores incentivadores da cultura de nossa cidade, e, dentre os diversos fatos que podemos destacar, partiu dele a idéia do tombamento da Serra da Barriga, iniciado em 1979 e somente conseguida no ano de 1985.
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Dilson também é responsável pela introdução do município de União dos Palmares no calendário turistico editado pela Embratur, idealizou o programa "Visite União e conheça o legado de Zumbi dos Palmares", fundou e estruturou a Assessoria de Turismo de União dos Palmares (ASSETUR), criou o brasão e a bandeira palmarina, oficializou o hino da cidade, disponibilizou um box na Rodoviária Povina Cavalcante para a EMATUR, introduziu no calendário turístico nacional as festividades do Milho e da Padroeira de União dos Palmares, Santa Maria Madalena, doou suas bandeiras estaduais para serem hasteadas no platô da Serra da Barriga, estimulou a inclusão da História de Zumbi dos Palmares nas escolas e reivindicou o tombamento da Casa do Poeta Jorge de Lima junto ao IPHAN.
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Reverenciem Dilson Moreira da Costa, o paraibano mais palmarino que União já viu.
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FOTO: Arquivo fotográfico pertencente ao acervo de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira, jornalista palmarina. (Fonte: blog Terra da Liberdade)


Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 14h02
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União dos Palmares

RITUAL DA LAVAGEM FOI REALIZADO COM SUCESSO ..

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As celebrações à Consciência Negra em nossa cidade continuam de vento em popa, e na noite de ontem (13) aconteceu o já tradicional ritual da lavagem da Casa do Poeta Jorge de Lima, que nesse ano também contou com a lavagem inédita da Praça Basiliano Sarmento, uma das principais praças da cidade. De acordo com as tradições africanas, a lavagem representa a purificação do local para receber pessoas com os fluidos positivos. O ritual desse ano foi desenvolvido por integrantes de 18 casas religiosas de matrizes africanas e pelo Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb). Está de parabéns a organização do evento e, principalmente, o Secretário Municipal de Cultura, Elson Davi. (Fonte: Blog Terra da Liberdade)
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Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 13h55
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Flagrante do I EPA: Abidízia, Ladorvane, Gagacia e Adeildo...

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Próximo EPA será em novembro de 2010

Olívia de Cássia

         A organização do Encontro dos Palmarinos Ausentes (EPA) já definiu a data do próximo encontro. Será no dia 14 de novembro de 2010 e a expectativa é que o  público participante duplique. Segundo Ladorvane Cabral, o primeiro encontro foi um sucesso e quem foi promete que ano que vem estará em União de novo.

         Segundo a organização, o EPA, de agora em diante, já poderá fazer parte dos eventos do calendário turístico de União dos Palmares, trazendo para o município os antigos moradores que estão residindo em outras cidades, os nativos e atraindo divisas, além de gerar um clima de confraternização entre pessoas que compartilharam  momentos diversos que marcaram a história do município.

“Para a realização do I EPA tivemos alguma dificuldade para entrar em contato com alguns palmarinos, pela falta do telefone, de endereço, mas muita gente que não foi está prometendo que ano que vem estará aqui. Também fizemos um cadastro no dia do evento, pegando telefone e e-mail para ficar mais fácil ano que vem”, disse Ladorvane.

         Ele observa que o EPA “foi muito bom, desde a missa na Matriz de Santa Maria Madalena, até a segunda parte, na Palmarina, tudo correu como esperávamos. No começo ficamos com receio de que fossem poucas pessoas, mas depois, quando os amigos começaram a chegar, foi só alegria”, destaca.

O coordenador do EPA ressalta que só tem a agradecer “a todos que contribuíram de alguma forma para o sucesso do evento, desde os patrocinadores, até os amigos que ajudaram a divulgar”, diz Ladorvane Cabral, observando que o lamentável é que o próximo evento, tudo indica, não vai ser na Palmarina, “pois segundo informações, o prédio foi vendido a uma igreja evangélica”, destaca.  



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 13h52
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Mudança de hábito

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – jornalista

        

Por conta da violência que se alastrou na sociedade brasileira e também em Alagoas, as pessoas mudaram de hábito e as que ainda não mudaram já estão pensando em fazê-lo. Mais uma vez volto a falar desse tema aqui, pois é impossível deixar de tocar nesse assunto, visto que ele está na boca do povo, todos os dias.  Esta semana voltou a ser tema de debate, mais uma vez,  na Assembleia Legislativa, a Casa de Tavares Bastos.

Toda semana esse tema é recorrente na ALE e os deputados cobraram ação por parte do Poder Executivo. A violência que antes a gente só via na televisão e no noticiário nacional tomou conta de Alagoas de uma forma que as pessoas estão mudando sua forma de vida. Também está atingindo padres e todas as camadas da sociedade; não se restringe apenas a pessoas pobres,  as da chamada periferia.

Eu já nem tenho ânimo de abrir os noticiários de sites alagoanos, porque  só veiculam violência e notícia ruim em seu conteúdo. É impressionante como isso vem acontecendo de uma forma crescente e acentuada. Cada notícia ruim vai fazendo com que  as pessoas esqueçam a barbárie do dia anterior. É o  retrato de uma sociedade que está  adoecendo,  sem qualidade de vida.

  vinte anos a gente ainda andava à noite nas ruas de Maceió e cidades nas do interior, sem medo de ser assaltada ou violentada. Lembro que eu saia da antiga sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que funcionava na Rua do Imperador, no Centro de Maceió, depois das reuniões do Centro Acadêmico de Comunicação Social, e ia para minha casa, na Vieira Perdigão, a pé. Andava cautelosa, mas não tinha o medo que eu tenho agora de andar na rua depois das dezoito horas.

Também quando morava em União dos Palmares, nas décadas de 1970 e 1980, a gente saia das festas e dos bailes, pelas ruas da cidade, sem nenhum receio. Mas agora não é possível nem pensar nisso. É muita violência proporcionada, na maioria das vezes, pelo consumo exagerado de drogas pesadas e pela perda dos limites. As pessoas estão perdendo seus referenciais.

Por muitos anos nós só ouvíamos falar disso referente às periferias. Hoje ela está enraizada em toda parte. Os crescentes índices de assaltos seguidos de morte, de assassinatos com requintes de perversidade são responsáveis por trazer o medo para o nosso dia a dia. De acordo com estudiosos, esse medo é real e está adoecendo parte da população.

Segundo os sociólogos e especialistas nessa questão, a saída da violência da periferia para o centro tem relação com a divisão de classe. Quem é da periferia é menos favorecido econômica e socialmente. As pessoas circulam com objetos que causam cobiça e isso provoca essa atitude.  Eu não sei se é por aí e ainda não estou convencida de alguns argumentos apresentados pelos estudiosos. Quando eu era criança a gente convivia com pessoas de todas as classes sociais, sem que houvesse essa atitude de violência, esse diferencial. Mas também antigamente não tinha tanto apelo dos meios de comunicação e o consumo não era tão exagerado, devo admitir.  

O que se observa é que a sociedade atual está priorizando muito mais o ter e não o ser.  As pessoas se deixam influenciar pela televisão, que atualmente só mostra e expõe aos seus telespectadores, principalmente os jovens e crianças, uma sociedade consumista, egoísta e sem amor no coração.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 10h35
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Sindicatos reajustam salário dos jornalistas

 

A demora da Justiça do Trabalho para julgar o reajuste no salário dos jornalistas está levando as entidades sindicais a se anteciparem ao TRT e repor as perdas dos profissionais que atuam em suas assessorias de imprensa. Os índices de reajuste espontâneo variam da inflação acumulada na data-base (5,83%) a outros percentuais maiores, que chegam a 16%. Os sindicatos também estão pagando a diferença retroativa da reposição, acumulada de maio a outubro deste ano.

 

Entre as entidades que reajustaram os salários dos assessores estão o Sindprev, Sindpol, Sindpetro e Sindbancários. Ontem, o Sindicato dos Jornalistas enviou ofício a outras, inclusive a CUT-AL, solicitando que também apliquem aos vencimentos de seus profissionais pelo menos o índice da inflação acumulada (5,83%). “Se algum profissional que atua em assessoria sindical detectar que o ofício não chegou na entidade que trabalha, deve comunicar por e-mail (sindjornal@uol.com.br) ou por telefone (3326-9168), para que possamos encaminha-lo”, destaca Carlos Roberto Pereira, diretor do Sindjornal.

 

Além das entidades sindicais, quem já reajustou em 6% os salários dos seus profissionais foi a TV Assembléia. Informações chegadas ao Sindicato dão conta de que algumas empresas públicas e privadas também estão estendendo aos assessores de imprensa o reajuste salarial concedido aos demais funcionários. O Sindicato avalia se enviará ofício também às assessorias empresariais.

 

DISSÍDIO

 

O dissídio dos jornalistas, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho, não tem data para ser julgado. Ele foi para votação na sessão do dia 22 de outubro, mas retornou ao gabinete da relatora, Desembargadora Vanda Lustosa, após um pedido de vista da mesma. Nesta sessão, contrariando a expectativa do Sindicato, estiveram presentes no Tribunal advogados do sindicato patronal e da Organização Arnon de Mello, o que não ocorreu no julgamento do dissídio dos radialistas. Um dos advogados presentes era Djalma Mello, da Gazeta de Alagoas.

 

O processo dos jornalistas vem tendo uma seqüência diferente do processo dos radialistas desde o seu início. Primeiro, a página que registra online o andamento de processos no TRT informou que o relator da matéria seria o Desembargador João Batista, e o revisor o Desembargador Antônio Catão. Depois o processo foi enviado para parecer do Ministério Público do Trabalho e, ao retornar, informaram novo relator e revisor, que são os desembargadores Vanda Lustosa e José Abílio, respectivamente. Assim como aconteceu com Vanda Lustosa, que pediu vista no dia 22, o processo também saiu e voltou para o gabinete de José Abílio entre os dias 14/09 e 5/10.

 

A falta de previsão para o julgamento e outras complicações inerentes a um dissídio já eram previstas pelo Sindicato, que informou aos jornalistas no ápice da campanha salarial. Apesar da demora, que já dura mais de seis meses, a entidade espera que o julgamento ocorra ainda este mês, e que os desembargadores decidam no mínimo igual ao dissídio dos radialistas, garantindo à categoria pelo menos o índice da inflação.

 

Os desembargadores que votam no pleno do TRT são:

 

JORGE BASTOS DA NOVA MOREIRA (Presidente – Só vota em caso de empate)

presidencia@trt19.gov.br

 

SEVERINO RODRIGUES DOS SANTOS

severino.rodrigues@trt19.gov.br

 

JOÃO BATISTA DA SILVA

joao.batista@trt19.gov.br

 

JOSÉ ABÍLIO NEVES SOUSA (Revisor)

jose.abilio@trt19.gov.br

 

PEDRO INÁCIO DA SILVA

pedro.inacio@trt19.gov.br

 

ANTÔNIO ADRUALDO ALCOFORADO CATÃO

antonio.catao@trt19.gov.br

 

JOÃO LEITE DE ARRUDA ALENCAR

joao.leite@trt19.gov.br

 

VANDA MARIA FERREIRA LUSTOSA (Relatora)

vanda.lustosa@trt19.gov.br

 

 

Acompanhem o processo...

 

http://www.trt19.jus.br/siteTRT19/JSPs/inst2/naveProcessualExtrato.jsp?proc=95&ano=2009&vara=0&acao=60&acao_completa=00095.2009.000.19.00.4 - Dissídio Coletivo&sjust=N

 

... e entrem na luta !

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 12h51
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PEC DO DIPLOMA DE JORNALISTA

É APROVADA NA CCJ DA CÂMARA

 

Os jornalistas conquistaram a primeira vitória na luta pela exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A proposta de Emenda à Constituição, que restabelece esse pré-requisito - PEC do DIPLOMA – foi aprovada com folga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, na manhã desta quarta-feira.

 

De acordo com a presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, Valdice Gomes, que está em Brasília participando das articulações da Fenaj em defesa do diploma, os partidos votaram em bloco a favor da PEC. O único que se posicionou contra foi o PSDB.

 

O fato de o voto na CCJ ter sido de partido, nos deixa otimistas em relação aos próximos resultados. Agora, é esperar e se mobilizar mais ainda para a votação em plenário, que não tem data definida.

 

Temos o apoio de quase toda a bancada alagoana, inclusive alguns deputados declararam o voto, na CCJ, com discursos bem incisivos e bons argumentos a favor do diploma.

 

Vamos continuar torcendo, e buscando ampliar as articulações em busca do apoio de todos os parlamentares, na Câmara e no Senado, de Alagoas e de outros estados, em defesa da nossa profissão.

 

A LUTA CONTINUA, E É DE TODOS NÓS!

(Maria de Fátima Gonzaga de Almeida – Jornalista)

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 12h47
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Foto de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Professor Manoel Benigno, diretor técnico da Fejeal...

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Judocas alagoanos se preparam para as Olimpíadas

 

Olívia de Cássia – Repórter

                Judocas alagoanos ligados à Federação de Judô do Estado de Alagoas – Fejeal, estão se preparando para participar das olimpíadas escolares com vistas às Olímpiadas de 2014. A Fejeal  está esquentando as turbinas para o calendário de 2010 e segundo o diretor técnico Manoel Benigno, professor há 15 anos,  a entidade vem desenvolvendo a prática do judô no estado com resultados bastante expressivos, no  âmbito nacional e também internacional,  com categoria de base, com atletas a partir de 11 a 19 anos de idade.

                “Alagoas tem um judô mais forte e competitivo do Brasil, com destaque para as categorias de base. De 3 a 6 de dezembro vai fechar o ciclo 2009 – em Salvador – e já está trabalhando para todo o calendário de 2010;  estamos trabalhando visando as olimpíadas do Rio e temos  como projetos uma série de processos com competições nacionais”, disse Manoel Benigno.

Segundo ele, é nesse lado que o judô alagoano encontra  dificuldades “por conta da falta de investimentos para o esporte como um todo, não só com o judô”, observa.

                A Fejeal  foi fundada em 1994, trabalha o ano todo, de segunda a sábado  e desde essa data vem formando campeões. Atualmente está preparando atletas  para o Panamericano com Laís Lessa, que estará representando o Brasil na categoria sub-15, em Porto Alegre, que acontece agora em novembro. Outra competição será as Olimpíadas escolares que acontecem de 5 a 14 de novembro e na nacional aberta do Sesc que acontecerá em Salvador, de 4 a 6 de dezembro.

                Para participar desses torneios  os atletas alagoanos como Laís Lessa tiveram que galgar alguns degraus, aos poucos. Laís é campeã alagoana e conquistou a vaga no regional. “São degraus que o atleta percorre”, destaca.   Segundo o diretor técnico, os atletas Fernando Alves, campeão sul-americano, em 2006, e Láis Lessa -  tricampeã brasileira, já  participaram  de dois panamericanos quando receberam  medalhas de prata e bronze, em terceiro lugar.  Esse ano Lais vai para o seu terceiro panamericano na categoria sub-15.

Além de trabalhar com crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares, a Fejeal  desenvolve um trabalho social em academias e clubes de Maceió, segundo Manoel Benigno.

MAIS TÍTULOS  

Recentemente, nas olimpíadas escolares de Poços de Caldas, quatro judocas alagoanos tiveram um bom desempenho na categoria de 12 a 14 anos e em São Luiz do Maranhão, na categoria sub-15, de 13 a 14 anos. Nessa modalidade, o judô feminino se destaca com Laís Lessa – campeã – e Daniela Martins com a quinta colocação. O judô alagoano está bem e teve medalha de prata e bronze com Elen e Lais; mesmo a atleta com catapora obteve um bom desempenho. No masculino (Alisson Jordão e Carlos Henrique- quinta colocação).  

JUVENIL

De 5 a 14 de novembro Alagoas vai participar da categoria judô  juvenil, em Maringá, no Paraná, com possibilidades de ganhar medalha.  A Fejeal trabalha também com categorias de base 11 a 12 anos (sub-13);  13 a 14 anos (sub-15),  nas categorias masculino e feminino, e sub -17 (15  e 16 anos. No sub-20 atua com atletas de idade 18-19 anos e na categoria sênior.

Comunidades como a do Vergel, Benedito Bentes, Bebedouro e Jaqueira participam das atividades da Fejeal, que também  envolve atletas do interior do Estado.  “Em setembro aconteceu a Segunda Copa Palmeirense de Judô, em Palmeira dos Índios, que teve o objetivo de fortalecer a modalidade no interior do estado e de dar oportunidade para todos, não só da capital, mas do interior também”, observou Manoel Benigno.

Dentro da escola pública a Fejeal, segundo Benigno,  tem projetos, incentivada pelo governo do estado que tem dado apoio significativo. O professor de judô diz que os atletas alagoanos ligados à Fejeal  treinam de segunda a sábado nos clubes e escolas quando estão nos períodos de eventos e competições; nos  eventos importantes, eles  treinam e se exercitam no Centro de Treinamento da Federação que funciona atualmente no Conjunto Santo Eduardo.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 03h20
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Baixa Seca...

Barriguda modificada...

O local onde a gente avistava totalmente a Serra da Barriga foi quase todo tomado por plantações...

O curral foi modificado...

Meu irmão também foi matar a saudade...

Lá no meio fica a nascente do Riacho Cabeça de Porco...

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De volta  ao começo

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – jornalista

(HTTP://oliviadecassiajornalista.zip.net)

         No dia 2 de novembro, Dia de Finados e um dia após a realização do I EPA (Encontro dos Palmarinos Ausentes), em União dos Palmares, fui fazer um passeio com meu irmão mais velho ao Sítio Barriguda, local onde passávamos boa parte do tempo das férias escolares, quando eu ainda era muito miúda e onde viveram por muitos anos meus avô e avó maternos e familiares.

         A Barriguda pertence ao município de Capela e para se chegar até lá, saindo de União dos Palmares, demora de 15 a 20 minutos no máximo, indo pela Usina Laginha. Fazendo o percurso todo pela estrada de barro, indo pelo lado da Fazenda Jurema, o trecho se torna mais distante. Revi paisagens que há muito tempo não avistava.

Passamos pelo Timbó dos Cula, avistamos a Baixa Seca, onde nasceu meu irmão, passamos perto da entrada do Amolar, se não me falha a memória, do Cafuxi e finalmente chegamos ao nosso destino, as terras da Barriguda.  O caminho até lá, desta vez, me pareceu mais curto. Chegamos rápido.

Antigamente demorávamos uma eternidade. Quando não íamos de jipe, pegávamos carona nos caminhões de cana e era uma verdadeira aventura para a nossa vida de criança encantada com as novas descobertas. Era ali, nas terras do meu saudoso tio Antônio Paes de Siqueira, que realizávamos a nossa vontade de viver em liberdade, em contato com a natureza, com a vida no campo: com os animais e com aquela vida saudável.  

Não esperávamos, na nossa visita de agora, que estivesse tudo igualzinho ao tempo de criança e ao tempo em que meus tios e primos viviam por lá, mas as mudanças foram muitas e não foram muito positivas, na nossa avaliação.

 Em quase 30 anos que me separam da última vez que estive no Sítio Barriguda, tudo foi descaracterizado e  ficou diferente, a não ser a estrada  de acesso ao sítio que continua com os mesmos obstáculos de buracos para se chegar até a parte alta, onde fica a casa grande, que agora, aos meus olhos de mulher madura, não é mais tão grande assim. Parece que a casa encolheu.

Do que havia antes na propriedade que pertencia aos meus familiares, quase tudo foi dividido e vendido com a morte do meu tio. Cercas e cancelas separam as terras que antes eram uma só: uma imensidão.  O engenho e a casa de farinha foram demolidos ainda quando o meu tio estava com vida. A casa onde moraram meus primos quando casaram, as duas pequenas casas que serviam de escola e de depósito de alimentos, bem como uma parte da cozinha da casa grande foram demolidos.

O curral onde eu alimentava os bezerrinhos enjeitados foi desfeito e no local foi colocado outro, bem diferente e não tão bonito como o de antes. A casa grande já não tem aqueles encantos da meninice; o local onde nos aventurávamos no banho foi desativado e muita vegetação foi plantada no local onde avistávamos abertamente a Serra da Barriga, imponente e majestosa, parecendo um cuscuz feito em cuscuzeira de barro.

Ainda na Barriguda está localizada uma nascente que, segundo meu irmão me falou, é a do riacho Cabeça de Porco, um afluente do Mundaú que agoniza em União e cujos peixes estão morrendo asfixiados. O local é descampado e não está sendo bem cuidado como deveria. Deu uma tristeza danada e comecei a lembrar dos meus primos e do meu tio. Do amor que seu Antônio Paes tinha por tudo aquilo e da vontade de adquirir mais terras e bens quando tinha saúde. 

Diante daquilo tudo, daquelas transformações sofridas na Barriguda, o começo de tudo para muita gente da minha família, reafirmei para mim ainda mais as convicções que eu já tinha desde muito jovem: de que não adianta acumular riqueza se depois a gente morre e  deixa tudo para os outros, que muitas vezes não se preocupam  nem em preservar o que de bom existia antes.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 09h49
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RETIFICAÇÃO

Por telefone, meu amigo Ladorvane Cabral faz uma observação a respeito de uma informação sobre um homenageado no EPA que eu coloquei no texto “O primeiro encontro”.

Vano me diz que George Vergetti de Siqueira foi o homenageado e não estava substituindo o irmão, Afrânio Vergetti, como eu coloquei no texto. Na verdade, a  homenagem a George se estende para toda a família, pelos relevantes serviços prestados à cidade de União dos Palmares. Está feito o adendo.



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 18h18
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

I EPA....



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 00h24
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Flagrantes do I EPA, União dos Palmares, 1-11-2009...



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 20h42
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Fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

 

O primeiro encontro

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – jornalista

 

         Nosso I Encontro dos Palmarinos Ausentes (EPA), acontecido no domingo, 1 de novembro,  foi um sucesso total e quem não compareceu ao evento, por um ou outro motivo, não sabe o que perdeu. A missa foi a primeira parte e a Matriz de Santa Maria Madalena estava lotada de fiéis e de pessoas que foram para participar do evento, em União dos Palmares.

A igreja estava linda, tinha tanta gente querida: nativos e visitantes que não dava para não ficar emocionado. Primeiro fui ao altar de Santa Maria Madalena, logo que cheguei. Fiz minhas orações, pedi proteção para mim e para os meus e fotografei a imagem restaurada que depois da reforma da igreja ganhou um novo altar. Terminadas as orações fui circular para encontrar alguns conhecidos e finalmente me acomodei para assistir a missa e fazer as fotos do evento.

         O ritual da missa mudou, não é mais o mesmo de quando eu era criança e jovem. Fazia muito tempo que eu não ia a uma missa em União; faz cerca de dois anos eu acho. Lembrei dos nossos queridos padres que já passaram por lá: Roberto, Donald e Emílio e de suas pregações. Os padres de agora são jovens, mais modernos e o ritual litúrgico de lá também está acompanhando os tempos mais modernos.

         Depois de registrar tudo e terminada a missa nos dirigimos até a Associação Atlética Palmarina, local onde houve a festa dançante. No começo parecia que ia ser acanhada, as pessoas demorando a chegar deu uma agonia danada, mas depois ganhou corpo e foram chegando os convidados e participantes. Faltou muita gente querida ainda, mas os que foram, enriqueceram nossa tarde, prestigiaram o EPA  e fizeram com que  lembrássemos dos velhos tempos em União.

         As bandas que tocaram no evento - Balanço Ponto Com e Avalon -, executaram um repertório variado que agradou a todo mundo. Até os nossos antigos carnavais da Palmarina foram lembrados. Da terra, tivemos o privilégio de ouvir nossos queridos Armando Assunção e Beto Santana: Armandinho violão e voz e Beto Santana – o nosso José Alberto – no teclado e voz.

         Antônio Manoel, nosso querido e competente ex-professor de Português no Colégio Santa Maria Madalena, declamou uma poesia em homenagem ao maestro Lamparina, de tantas lembranças nos desfiles da emancipação política de União. 

O lajense Dida Lyra, cantor e artista plástico dos melhores de Alagoas, que tem raízes destacada por ele em União, também nos encantou com sua voz espetacular e sua alegria contagiantes. Não dava pra gente deixar de perceber como ele tem uma alegria interior espetacular.

 Meu amigo Silvio Sarmento transmitiu o evento para a rádio Zumbi, direto do clube, fez entrevistas com personalidades e autoridades locais como o prefeito Kil e foi quem chamou os homenageados para receber as medalhas e os cumprimentos. 

Foram homenageados pelos relevantes serviços prestados à Terra da Liberdade as seguintes pessoas: Divonete Félix, Carmelita Vieira, Armando Assunção, Maurino Veras, dona Ilza de Castro Sarmento, Antônio Matias, o advogado Dácio Ferreira, Dr. Dermeval, Afrânio Vergetti de Siqueira (cuja medalha foi recebida pelo irmão George, pelo fato de sua ausência), Claudionor Araújo, e Lamparina.

A poeta Pureza Amorim também foi lembrada, esteve na festa e deixou alguns livros seus de poesia para serem sorteados com os participantes do EPA, que já deixou saudade. Para quem não foi, resta ir se organizando junto com quem foi este ano para no dia 14 de novembro de 2010 participar do II encontro que promete superar o primeiro.

Que venha o II EPA e que seja de muita confraternização, de paz e de alegria como foi esse do dia 1 de novembro de 2009.

 



Escrito por Olívia de Cássia - Jornalista às 17h55
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